A Venezuela foi alvo, na madrugada deste sábado (3), de um ataque militar de grande escala conduzido pelos Estados Unidos. Explosões foram registradas em Caracas e em outras regiões do país, incluindo os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, provocando pânico entre moradores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em áreas próximas a instalações militares.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, que teriam sido retirados do país por via aérea. A declaração foi publicada na rede Truth Social. Trump não informou o destino do chefe de Estado venezuelano e afirmou que dará mais detalhes em uma coletiva de imprensa prevista para este sábado.
Em resposta, o governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial classificando a ação como uma “gravíssima agressão militar” e acusando Washington de violar a soberania nacional. Segundo o texto, os ataques atingiram áreas civis e militares, o que configuraria violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos artigos que proíbem o uso da força contra Estados soberanos.
O presidente Nicolás Maduro teria assinado um decreto declarando estado de comoção ou perturbação exterior em todo o território nacional, acionando planos de defesa e autorizando o destacamento imediato do Comando de Defesa Integral da Nação. O governo venezuelano afirmou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa, conforme o Artigo 51 da Carta da ONU.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou em entrevista à televisão estatal que Maduro e sua esposa teriam sido sequestrados por forças dos Estados Unidos. Ela exigiu que o governo norte-americano apresente “prova de vida” do presidente e convocou a população a se mobilizar em defesa da soberania nacional.
Moradores de Caracas relataram ter sido acordados por fortes explosões por volta das 2h da manhã. Testemunhas mencionaram voos rasantes de aeronaves, tremores em prédios e correria nas ruas. Regiões próximas à base aérea de La Carlota ficaram sem energia elétrica. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça e intensa movimentação aérea sobre áreas urbanas.
De acordo com o governo venezuelano, a ofensiva teria como objetivo assumir o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas classificou a ação como uma tentativa de mudança de regime pela força, descrevendo o episódio como uma “guerra colonial” contra uma nação soberana.
Repercussão internacional
A ofensiva ocorre após meses de escalada militar dos Estados Unidos no Caribe, incluindo o envio de uma flotilha naval e operações que Washington afirma estar relacionadas ao combate ao narcotráfico. Autoridades norte-americanas, sob anonimato, já haviam admitido que o objetivo das ações seria enfraquecer o governo venezuelano.
O Irã condenou duramente o ataque, afirmando que a ação representa uma violação grave do direito internacional e ameaça a paz regional. Na América do Sul, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os EUA bombardearam a Venezuela com mísseis e defendeu a convocação imediata da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também se manifestou, afirmando que os bombardeios e a captura de um chefe de Estado “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam um precedente perigoso para a ordem internacional. Segundo Lula, a ação ameaça a estabilidade global e revive episódios históricos de interferência na América Latina.
O governo venezuelano informou que apresentará denúncias formais ao Conselho de Segurança da ONU, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países Não Alinhados, buscando condenação internacional e responsabilização do governo norte-americano.
A crise se desenrola em um cenário de crescente tensão geopolítica e amplia a instabilidade na América Latina e no Caribe, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos do confronto entre Washington e Caracas.
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