Notícias do Tocantins – Durante a inauguração do novo complexo de delegacias da região sul de Palmas, realizada nesta quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Azevedo, e o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) voltaram a tratar publicamente do concurso da Polícia Civil. O tema surge em um contexto marcado por déficit de efetivo, ampliação da estrutura física da segurança pública e retomada de agendas administrativas após mudanças internas na condução do governo.
Ao comentar o funcionamento do novo complexo, Bruno Azevedo informou que a unidade deve concentrar cerca de 46 servidores. Segundo ele, a proposta é unificar serviços e equipes em um único espaço, com o objetivo de elevar a eficiência do trabalho policial e reduzir a sobrecarga em outras delegacias da Capital.
Questionado sobre a necessidade de reforço no efetivo, o secretário apontou o concurso da Polícia Civil como a principal medida para enfrentar a carência de profissionais e explicou o motivo do atraso no andamento do certame. De acordo com Bruno Azevedo, o concurso “ficou parado na gestão interina” e “agora voltou novamente”.
A declaração faz referência ao período de transição administrativa que envolveu a condução temporária do Executivo pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD) e o retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do Palácio Araguaia, fase em que Bruno Azevedo chegou a ser exonerado e posteriormente reconduzido ao cargo.
Segundo o secretário, o concurso deve passar por avaliação do grupo gestor nas próximas semanas, etapa necessária antes da retomada das fases internas do processo. “Eu acredito que, se tudo der certo, esse ano ainda a gente consegue lançar o edital”, afirmou.
O governador Wanderlei Barbosa também confirmou que o concurso da Polícia Civil está no radar do Executivo e afirmou que a realização da seleção é um “desejo” do governo. Ele associou a medida a uma linha de ações já adotada em outras forças de segurança, citando concursos realizados para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros.
Wanderlei reforçou que a intenção do governo é repetir o mesmo caminho na Polícia Civil, em razão da carência de contingente. Ao mesmo tempo, reconheceu o déficit de efetivo como um desafio, mas sustentou que os indicadores de segurança pública apresentaram melhora nos últimos anos, com redução de crimes e resultados positivos em diferentes áreas.
Nesse ponto, o governador defendeu o modelo operacional atual, afirmando que, mesmo com um número reduzido de servidores, o Estado tem conseguido avançar por meio de trabalho qualificado e reorganização das estruturas.
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