Notícias do Tocantins – A Polícia Civil do Tocantins apreendeu, na manhã desta terça-feira (27), 17 caixas de medicamentos voltados ao emagrecimento com comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante uma investigação realizada em Paraíso do Tocantins, região central do estado.
A ocorrência foi registrada no setor Jardim Paulista e contou com a atuação das equipes da 9ª Central de Atendimento e da 63ª Delegacia de Polícia, no âmbito de um inquérito conduzido pela 61ª DP. No mesmo local, também foram encontrados galões de combustível armazenados de forma irregular em imóvel residencial, o que passou a integrar a apuração.
Segundo a Polícia Civil, uma mulher de 30 anos e um homem de 50 anos, casados, são investigados pela comercialização clandestina dos medicamentos e pelo armazenamento irregular de combustível. Os produtos apreendidos serão submetidos à perícia técnica.
Durante o avanço das diligências, os investigadores também passaram a apurar uma denúncia de coação contra profissional da imprensa local que acompanhava o caso. De acordo com as informações levantadas, o homem investigado teria feito ameaças a um jornalista após ser questionado sobre a regularidade da venda dos produtos. O suspeito possui antecedentes criminais e já é conhecido das forças de segurança por ocorrências anteriores.
A Polícia Civil destaca que o consumo de medicamentos sem procedência comprovada, especialmente aqueles com venda proibida pela Anvisa, representa riscos graves à saúde, podendo causar efeitos adversos e danos à integridade física dos usuários.
Além disso, o armazenamento clandestino de combustível em área residencial oferece risco elevado de incêndios e explosões, colocando em perigo não apenas os investigados, mas também moradores da vizinhança.
A autoridade policial informou ainda que ameaças, intimidações ou tentativas de interferência nas investigações são condutas que poderão resultar em medidas mais rigorosas, incluindo eventual prisão dos responsáveis.
Após a conclusão da perícia nos materiais apreendidos e a oitiva dos investigados — que ainda não foram localizados —, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
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