Palmas/TO – A porta-voz do Coletivo SOMOS, Thamires Lima, protocolou um requerimento solicitando a realização de uma reunião extraordinária da Comissão de Assuntos dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Palmas.
O pedido ocorre em meio ao crescimento dos casos de feminicídio no país e ganhou urgência após o registro de um caso de abuso sexual contra uma mulher na Praia da Graciosa, um dos principais espaços públicos de lazer da capital.
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De acordo com o documento apresentado, a proposta é que a reunião extraordinária seja realizada no dia 5 de março. O objetivo é promover debate, articulação interinstitucional e encaminhamento de estratégias concretas de enfrentamento à violência contra a mulher, com ênfase no combate ao feminicídio.
A iniciativa prevê a participação de órgãos municipais, estaduais e federais, além de movimentos sociais, coletivos e entidades da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
Segundo Thamires Lima, a solicitação reflete a urgência do tema diante do cenário atual.
“Não é possível tratar esses episódios como fatos isolados. O aumento dos casos de feminicídio e a violência sexual em espaços públicos demonstram falhas estruturais na prevenção, na proteção e na garantia de direitos das mulheres”, afirmou.
A representante do Coletivo SOMOS destacou ainda que o caso registrado na Praia da Graciosa reforça a necessidade de respostas rápidas do poder público.
“Quando uma mulher sofre abuso em um local que deveria ser seguro e acessível a toda a população, isso acende um alerta. Precisamos discutir responsabilidades, políticas de prevenção e medidas concretas para evitar que novas violências aconteçam”, declarou.
No requerimento, a porta-voz também ressalta que a reunião extraordinária busca fortalecer o diálogo entre o Legislativo, o poder público e a sociedade civil, com o intuito de aprimorar políticas públicas já existentes e construir encaminhamentos conjuntos.
“A Comissão tem um papel fundamental na articulação dessas ações. Nosso objetivo é sair do debate com propostas efetivas, que resultem em acolhimento, proteção e garantia de direitos para as mulheres em situação de violência”, concluiu.
O caso de caso de abuso na Praia da Graciosa reacende o debate sobre segurança em espaços públicos de Palmas e sobre a necessidade de medidas estruturais para prevenir novos episódios de violência contra a mulher.
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