Em coletiva realizada nesta quinta-feira (3), em Palmas, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins anunciou a prisão de G.R.S., de 48 anos, suspeito de uma tentativa de feminicídio que chocou o estado. Ele é acusado de agredir brutalmente a companheira, Delvânia Campelo da Silva, de 50 anos, no último dia 22 de março, em uma chácara na zona rural de Caseara. A vítima permanece internada em estado grave no Hospital Geral de Palmas (HGP).
De acordo com a 54ª Delegacia de Polícia Civil de Caseara, Delvânia sofreu ferimentos gravíssimos, principalmente na região da cabeça, após ser atacada com um cabo de rodo durante uma discussão com o então namorado. O crime ganhou repercussão pela crueldade envolvida.
A prisão preventiva de G.R.S. foi cumprida em Paraíso do Tocantins, após investigação liderada pelo delegado José Lucas Melo, responsável pela delegacia local e também pela unidade de Caseara. “Desde o registro da ocorrência, no dia 23, iniciamos diligências para esclarecer o caso e identificar o autor. A prisão é uma resposta rápida à sociedade”, afirmou o delegado durante a coletiva.
Pedido de socorro por mensagens
As investigações revelaram ainda que, no momento das agressões, a vítima conseguiu enviar áudios a um grupo de moradores de Caseara, pedindo socorro e relatando estar sendo espancada. Em seguida, o agressor também mandou mensagens ao grupo, tentando minimizar a gravidade da situação, o que atrasou o socorro à vítima.
Apesar de ter se apresentado à delegacia dias após o crime, o suspeito não pôde ser preso de imediato, por não estar em situação de flagrante e sem ordem judicial naquele momento. Com a emissão do mandado, a prisão foi executada nesta quinta-feira.
Resposta rápida da Segurança Pública
Durante a coletiva, o secretário da Segurança Pública, Bruno Azevedo, destacou o trabalho ágil e eficaz da Polícia Civil no caso. “Desde o início nos comprometemos a dar uma resposta rápida à sociedade. Em apenas 13 dias, conseguimos esclarecer o crime e prender o suspeito”, declarou.
Azevedo também ressaltou o compromisso da SSP no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, mencionando a articulação com outras instituições como o Ministério Público, Defensoria Pública e o Poder Judiciário para fortalecer políticas públicas voltadas à segurança das mulheres.
Crime pode levar a até 40 anos de prisão
Segundo a Polícia Civil, G.R.S. responderá por tentativa de feminicídio, crime que pode resultar em até 40 anos de reclusão. O inquérito será finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para os procedimentos legais.
O delegado Elírio Putton Júnior reforçou a importância da ampla divulgação do caso como forma de dar transparência e reforçar a atuação da Polícia Civil no combate à violência contra a mulher. “Sabemos que a sociedade exige respostas, e este caso mostra o compromisso das nossas equipes com a apuração rápida e eficaz desses crimes”, finalizou.
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