O empresário José Paulo Couto, de 75 anos, foi vítima de um crime brutal em Araguaína, norte do Tocantins. Segundo o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), ele foi morto por asfixia mecânica, causada por estrangulamento com corda, após ter sido torturado.
O corpo foi encontrado na tarde de quinta-feira (10), embaixo da ponte de um córrego na Avenida Frimar, entre o bairro JK e a rodovia TO-222. A vítima estava enrolada em lençóis e tapetes, com as mãos amarradas, em uma cena que causou comoção entre moradores e autoridades.
O exame do IML revelou que, além da asfixia, o idoso apresentava fratura no punho e uma perfuração na região do pescoço, provavelmente provocada por um objeto contuso, o que reforça a suspeita de tortura antes da morte.
Investigação em andamento
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína conduz a investigação para identificar os autores e a motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou identificado.
José Paulo Couto havia desaparecido na manhã de quarta-feira (9), quando foi visto pela última vez nas imediações da estátua do Cristo Redentor, no setor Manoel Gomes da Cunha. A família registrou o desaparecimento ainda no mesmo dia.
No dia seguinte, o veículo do empresário — uma picape Renault Oroch branca — foi localizado abandonado em um lote no setor Dom Orione. O carro estava com a placa coberta por fita adesiva preta, o que indica tentativa de dificultar sua identificação.
Horas depois da localização do veículo, o corpo foi encontrado sob a ponte, confirmando a tragédia.
Empresário conhecido e ex-líder político
Natural da Bahia, José Paulo Couto morava em Araguaína desde a década de 1970 e era figura conhecida no meio empresarial local. Atuou nos setores de confecções, construção civil e agropecuária.
Também teve envolvimento político: foi presidente municipal do antigo PPS (atual Cidadania) e chegou a disputar o cargo de vice-prefeito em 2016, na chapa encabeçada pelo advogado Paulo Roberto.
A morte violenta de Paulo Couto chocou a população de Araguaína, que agora aguarda respostas das autoridades sobre os responsáveis pelo crime.
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