Notícias do Tocantins – Um ritual de enterro de uma anciã indígena terminou em revolta e indignação na aldeia Salto Kripre, a 12 km de Tocantínia. O episódio ocorreu na tarde de quinta-feira (28), quando o corpo de Josefa Wakrodi Xerente, de 78 anos e conhecida como Pirkodi, chegou à comunidade acompanhado de resíduos hospitalares, papelão, plástico bolha e manchas de sangue.
De acordo com a família, o caixão estava lacrado e parecia em ordem externamente, mas o lixo só foi descoberto quando o clã responsável pelo enterro abriu o caixão para realizar os rituais tradicionais. Na cultura Xerente, o corpo do falecido é cuidado por um clã que organiza os procedimentos do enterro.
Em nota enviada a órgãos e lideranças, os familiares de Josefa exigem a presença de representantes da funerária e de autoridades responsáveis, incluindo o Coordenador do Polo Base, Eduardo Romprê; o Presidente do Conselho local, Edson Sikmõwē; o Presidente Distrital, Ivan Suzawre; e o Coordenador do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), Hará Javaé. Eles devem prestar esclarecimentos sobre a condição em que o corpo chegou à aldeia.
O episódio foi classificado pelos familiares como descaso e falta de respeito. Segundo a declaração de óbito, Josefa morreu de pneumonia e insuficiência respiratória no Hospital Regional de Miracema, onde estava internada desde 20 de agosto de 2025. Em vídeos compartilhados pela comunidade, é possível ver os familiares ao redor do caixão e o lixo que precisou ser retirado com um carrinho de mão.
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