Notícias do Tocantins – Dados do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (Naepe) indicam que a cesta básica encerrou 2025 em Palmas com deflação acumulada de 4,17%, revertendo a pressão inflacionária registrada no início do ano. O resultado consolida uma trajetória de queda dos preços dos alimentos ao longo do segundo semestre e aponta para uma melhora no custo da alimentação das famílias da Capital.
O comportamento dos preços ao longo do ano evidencia uma mudança significativa no cenário econômico local. Após um primeiro trimestre marcado por altas sucessivas, os meses seguintes foram de recuo consistente, permitindo que o índice fechasse o ano em patamar inferior ao observado em 2024.
Para o diretor-geral do Naepe, economista e professor do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Autenir de Rezende, o resultado anual representa o principal destaque do levantamento. Segundo ele, a redução acumulada da cesta básica em 2025 indica uma recomposição gradual do poder de compra do trabalhador, especialmente a partir do segundo semestre, acompanhando o movimento nacional de desaceleração dos preços dos alimentos.
No recorte mensal, dezembro apresentou o menor valor da cesta básica de todo o ano, atingindo R$ 660,89, com deflação de 0,21% em relação a novembro. Com esse custo, o trabalhador palmense precisou de 95 horas e 48 minutos de jornada para adquirir os itens essenciais, a segunda menor carga horária da série histórica iniciada em 2022. O salário mínimo necessário estimado para o período foi de R$ 5.552,14.
Ainda de acordo com Autenir de Rezende, o desempenho registrado em dezembro chama atenção por ocorrer em um período tradicionalmente marcado por aumento de preços. Mesmo com maior consumo típico do fim de ano, a maioria dos produtos apresentou queda, reforçando a tendência de desaceleração observada ao longo do segundo semestre.
Na análise dos itens que compõem a cesta básica em 2025, destacam-se reduções expressivas nos preços do arroz (-38,3%), tomate (-30,4%), açúcar (-20%), leite integral (-17,8%) e feijão (-14%). Em contrapartida, produtos como café (38,1%), margarina (13,9%), pão francês (5,9%) e óleo de soja (5,4%) encerraram o ano com alta.
A carne, item de maior peso na composição da cesta, acumulou reajuste de 5,5% no período, ampliando sua participação no custo total da alimentação. Ainda assim, o balanço anual aponta que a queda generalizada dos preços foi determinante para aliviar o orçamento das famílias palmenses em 2025, criando um cenário mais favorável para o início de 2026.
Os resultados completos desta e de outras pesquisas desenvolvidas pelo Naepe estão disponíveis no site oficial do Núcleo e em suas redes sociais. O levantamento conta com o apoio do Ministério Público (MPE), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO) e do Conselho Regional de Economia (Corecon).
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