Gurupi/TO – A avenida Beira-Rio e o Parque Mutuca, em Gurupi, ficaram alagados após o transbordamento de um córrego durante o forte temporal registrado na segunda-feira (2). De acordo com a Prefeitura de Gurupi, o volume de chuva chegou a aproximadamente 200 milímetros, considerado excepcional para o município.
O alagamento atingiu diversos bairros, como o Jardim Tocantins, além de cerca de 30 residências em outros setores da cidade. Em algumas regiões, a água invadiu casas, causando prejuízos materiais e forçando famílias a deixarem suas moradias temporariamente.
A dona de casa Liliane Azevedo precisou levar os filhos para a casa da sogra após a água tomar conta do quintal. Um dos filhos é uma criança com necessidades especiais, além de um bebê recém-nascido.
“Deu tempo de a gente levar meus filhos, o meu filho que é especial e o outro mais velho, para minha sogra. A gente fica com aquele olhar de tristeza, porque pega a gente de surpresa. Não pode chover que a gente já fica com medo de alagamento”, relatou.
Casas em áreas de preservação
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Rocha, parte das residências afetadas está localizada em áreas de preservação permanente (APPs), o que agrava os impactos durante períodos de chuva intensa.
“São casas construídas em áreas que não poderiam ter ocupação. Existe uma preocupação social, mas também fica o alerta de que a ocupação irregular traz prejuízos maiores nesses momentos de grandes chuvas”, explicou.
Força-tarefa e obras no Mutuca
A Prefeitura de Gurupi informou que iniciou, na terça-feira (3), uma força-tarefa de limpeza para desobstrução de vias, calçadas e bueiros nas áreas mais atingidas. Equipes atuaram na avenida Beira-Rio e também realizaram levantamento de pontos alagados na zona urbana e rural, onde houve interrupção de estradas.
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Em relação às obras de infraestrutura no Mutuca, o município informou que a ordem de serviço foi emitida no ano passado. Das 11 obras contratadas, uma já foi concluída e as demais seguem em andamento, mas tiveram as atividades temporariamente paralisadas devido às chuvas intensas. A retomada está prevista para o início de março, após o fim do período chuvoso.
Ainda segundo a prefeitura, já foram realizadas a recuperação de uma represa e a construção de um jardim de chuvas, além da substituição das antigas manilhas por tubos de maior diâmetro, com o uso de mais de 1.000 aduelas para melhorar o sistema de drenagem.
Prejuízos aos moradores
Nas casas invadidas pela água, moradores tentaram salvar móveis e eletrodomésticos. Na residência de Creusa Xavier, na Vila São José II, a família utilizou um secador para tentar recuperar o motor da geladeira.
“Geladeira, máquina, freezer, sofá, compras do armário… acabou tudo”, lamentou.
No mesmo bairro, Maria Raimunda Gomes precisou retirar a lama de dentro da casa com o rodo e relatou a perda de móveis e colchões.
“Perdi cama, colchão, carpete, sofá. Foi só prejuízo, muita lama. Os colchões vão ter que ser jogados fora”, afirmou.
*Com informações da TV Anhanguera
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