Notícias do Tocantins – O futuro do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Educação no Tocantins está em compasso de espera após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com impacto estimado em R$ 150 milhões por ano, o plano prevê ganhos salariais e estruturais para os professores da rede estadual e agora depende da decisão do governador interino Laurez Moreira para ser enviado à Assembleia Legislativa.
Finalizado em julho pelo Comitê Gestor, em diálogo com representantes da categoria, o PCCR é considerado um avanço na valorização da carreira docente. O documento corrige distorções salariais, estabelece regras mais claras de progressão e amplia as possibilidades de crescimento profissional, especialmente para professores com mestrado e doutorado. Ainda assim, parte da categoria avalia que o projeto poderia ser mais ousado, garantindo salários ainda mais compatíveis com a importância da profissão.
Para os educadores, o encaminhamento do plano representa não apenas um ganho financeiro, mas também um compromisso político com a valorização do magistério. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, afirmou que o PCCR terá prioridade de análise e votação assim que chegar à Casa.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet) estabeleceu prazo até 15 de setembro de 2025 para que o governo encaminhe a proposta. Caso isso não ocorra, uma assembleia estadual está marcada para o dia 17 de setembro, quando poderá ser deliberada uma possível greve.
A expectativa da categoria é que o governo interino não interrompa um processo já consolidado e mantenha o compromisso firmado. Para os professores, mais do que números e tabelas salariais, o PCCR simboliza a reafirmação da educação como prioridade estratégica para o Tocantins.
Sobre o autor:
Oderlani Vieira da Silva é graduado em Filosofia pela UFT, mestre pelo PROF-FILO (UFPR/UFT) e atualmente integra a rede estadual de ensino do Tocantins.
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