Palmas/TO – Um homem de 47 anos foi encontrado morto dentro de um carro na quadra 405 Norte, em Palmas, na manhã desta quinta-feira (2). O caso chamou atenção não apenas pela ocorrência, mas também pela demora na remoção do corpo, que permaneceu no local por cerca de quatro horas sob chuva.
A vítima foi identificada como Juliano Marcos Faciroli. Segundo a Polícia Militar, o homem foi localizado por volta das 7h dentro do veículo. Ainda durante a manhã, equipes da perícia estiveram no local e realizaram os procedimentos iniciais.
Após a análise pericial, o corpo foi retirado do carro e colocado ao lado do veículo, onde permaneceu coberto por uma lona enquanto aguardava a remoção. Por volta do meio-dia, ele ainda estava no local, exposto às condições climáticas.
De acordo com o tenente Regis Márcio, da Polícia Militar, a demora ocorreu devido aos trâmites legais exigidos em casos classificados como morte sem indício de crime, cuja responsabilidade é do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), e não do Instituto Médico Legal (IML).
O militar criticou a burocracia envolvida no processo, destacando os impactos tanto para a família quanto para o trabalho policial.
“Há uma burocracia muito grande que está causando humilhação para as famílias. Estamos com esse cidadão praticamente vilipendiado. Quatro horas na chuva, na lama”, afirmou.
Segundo ele, duas viaturas ficaram mobilizadas na ocorrência — uma para preservar o local e outra para registrar o boletim de ocorrência — o que comprometeu o policiamento em outras demandas.
Em nota conjunta, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informaram que o caso foi classificado como “morte a esclarecer sem indício de crime”.
As pastas explicaram que, nesses casos, o protocolo exige etapas obrigatórias, como a constatação médica do óbito, a realização da perícia oficial e o registro formal do boletim de ocorrência, concluído às 12h30.
Ainda segundo o comunicado, somente após a finalização desses procedimentos o SVO é formalmente acionado para realizar a remoção do corpo.
As secretarias afirmaram que não houve atraso operacional, e que todo o processo seguiu os parâmetros técnicos e legais estabelecidos. O corpo foi encaminhado ao SVO, onde passará por exame necroscópico para determinar a causa da morte antes de ser liberado à família.
Apesar da justificativa oficial, o caso reacende o debate sobre a burocracia no atendimento de ocorrências de mortes naturais e os impactos dessa demora para familiares e para a atuação das forças de segurança.
Acompanhe mais notícias do Tocantins no PMW Notícias
