O governo federal anunciou uma importante mudança na tabela do Imposto de Renda (IR). A nova proposta, encaminhada ao Congresso Nacional, aumenta a faixa de isenção para R$ 5 mil, beneficiando mais de 10 milhões de brasileiros. A medida faz parte da reforma tributária e busca maior justiça fiscal sem reduzir a arrecadação do governo.
Impacto da Nova Faixa de Isenção
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a proposta tem um impacto neutro nas contas públicas, redistribuindo a carga tributária de forma mais equitativa. Segundo ele, a mudança permitirá que mais famílias tenham um alívio financeiro no orçamento mensal.
“É um projeto equilibrado do ponto de vista fiscal e que busca a justiça social. Com ele, não se pretende arrecadar mais nem arrecadar menos, mas garantir que as famílias até essa faixa de renda tenham um alento”, afirmou Haddad durante a cerimônia de assinatura do projeto no Palácio do Planalto.
A nova faixa de isenção representará uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 25,84 bilhões. Para compensar essa perda, o governo propõe tributar cerca de 141,3 mil pessoas que ganham acima de R$ 50 mil por mês, o que equivale a 0,13% dos contribuintes do país.
Como Ficará a Nova Tabela do IR a Partir de 2026
Caso seja aprovada, a nova tabela do Imposto de Renda terá as seguintes faixas de desconto:
Renda Mensal | Desconto (%) | Imposto sem desconto (R$) | Imposto final a pagar (R$) |
---|---|---|---|
Até R$ 5 mil | 100% | R$ 312,89 | R$ 0 |
R$ 5,5 mil | 75% | R$ 436,79 | R$ 202,13 |
R$ 6 mil | 50% | R$ 574,29 | R$ 417,85 |
R$ 6,5 mil | 25% | R$ 711,79 | R$ 633,57 |
Acima de R$ 7 mil | 0% | R$ 849,29 | R$ 849,29 |
Atualmente, a isenção do IR vale apenas para quem recebe até R$ 2.259,20 por mês. A mudança representa um avanço significativo para a classe média e trabalhadores de menor renda.
Quem Pagará Mais Impostos?
Para equilibrar a isenção concedida, a proposta prevê uma tributação maior para a parcela mais rica da população. Apenas 141 mil contribuintes (0,13% dos que pagam IRPF) serão impactados. Essas pessoas possuem rendimentos acima de R$ 600 mil por ano e atualmente pagam uma alíquota efetiva média de apenas 2,54%. Com a mudança, essa taxa pode chegar a 10% para aqueles que ganham R$ 1,2 milhão ou mais ao ano.
A nova regra visa reduzir a desigualdade tributária do Brasil, onde a maior parte da carga fiscal recai sobre os trabalhadores assalariados, enquanto rendimentos de capital possuem isenções significativas.
Tributação de Altas Rendas e Dividendos
Outro ponto importante da reforma é a tributação de dividendos. Atualmente isentos desde a década de 1990, os dividendos passarão a ser taxados em 10% quando ultrapassarem R$ 50 mil mensais. Remessas de dividendos para o exterior também sofrerão tributação de 10%, mas apenas quando destinadas a pessoas físicas ou empresas estrangeiras.
Além disso, a Receita Federal aplicará uma nova fórmula para calcular o imposto devido por quem recebe altos rendimentos:
Renda Anual | Alíquota Final (%) | Imposto Mínimo a Pagar (R$) |
Até R$ 600 mil | 0% | Nada |
R$ 750 mil | 2,5% | R$ 18,75 mil |
R$ 900 mil | 5% | R$ 45 mil |
R$ 1,05 milhão | 7,5% | R$ 78,75 mil |
R$ 1,2 milhão | 10% | R$ 120 mil |
Os trabalhadores com carteira assinada que já pagam imposto na fonte não terão aumento na tributação, pois o imposto mínimo considerará o que já foi recolhido ao longo do ano.
O Que Muda Para Trabalhadores Informais e Autônomos?
Para trabalhadores informais ou que recebem pagamentos via Pix, nada muda. Mesmo que a renda mensal ultrapasse os R$ 50 mil, a nova regra não afeta salários, honorários, aluguéis ou outras rendas já tributadas na fonte.
Conclusão
A reforma do Imposto de Renda proposta pelo governo busca tornar a tributação mais justa, aliviando a carga sobre trabalhadores de baixa e média renda e aumentando a contribuição de quem recebe altos rendimentos. Se aprovada pelo Congresso Nacional, a mudança entrará em vigor a partir de 2026, beneficiando milhões de brasileiros.
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