Notícias do Tocantins – A Justiça Eleitoral do Tocantins decidiu manter os mandatos do prefeito de Aparecida do Rio Negro, Deusimar Pereira de Amorim (Republicanos), e do vice, Henilton Roque Tavares Pinheiro, o Roquinho (PDT). A decisão foi assinada nesta segunda-feira (15) pelo juiz de Direito William Trigilio da Silva, que rejeitou a maior parte das acusações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
O MPE havia pedido a cassação dos diplomas e a inelegibilidade da chapa por oito anos, sob alegação de abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2024. Entre os pontos questionados estavam o uso promocional do evento “1ª Edição do Rodeio Show de Paris”, realizado com recursos públicos, a presença do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) em uma carreata na véspera da eleição e a suposta participação de um servidor estadual na coordenação da campanha.
De acordo com a denúncia, o Rodeio Show teria recebido mais de R$ 800 mil em emenda parlamentar do deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos) e usado o slogan “#homemdochapéu”, associado a Deusimar Amorim. Também foi apontada a participação do servidor estadual Mário Vinícius Virginio Veloso, diretor de Saneamento Básico, que, segundo testemunhas, atuava em horário de expediente.
Na defesa, os investigados negaram irregularidades. Eles alegaram que o rodeio tinha caráter cultural, que não houve discursos políticos no evento e que a expressão “homem do chapéu” faz parte da identidade pessoal do prefeito. Quanto à carreata, afirmaram que se tratava de visita institucional do governador, e em relação a Mário Veloso, sustentaram que sua atuação ocorreu durante férias.
O juiz eleitoral concordou com os argumentos da defesa. Na decisão, afirmou que não houve provas de compra de votos, promessa de cargos, fraude na transferência de eleitores ou uso irregular de pesquisas eleitorais. Também considerou legal a caminhada realizada na véspera da eleição. Sobre a atuação do servidor, destacou que servidores públicos podem participar de campanhas fora do horário de trabalho ou em período de férias.
A única irregularidade reconhecida foi a propaganda eleitoral antecipada em redes sociais, que citava o número da candidatura antes do prazo legal. Por esse motivo, a chapa foi condenada ao pagamento de multa de R$ 50 mil.
Com isso, Deusimar Amorim e Roquinho seguem no comando da Prefeitura de Aparecida do Rio Negro, mantendo os mandatos conquistados em 2024.
Acompanhe mais notícias do Tocantins no PMW Notícias
