Notícias do Tocantins – O Ministério Público Eleitoral (MPE) requereu à Justiça da 35ª Zona Eleitoral de Novo Acordo a cassação dos diplomas do prefeito de Aparecida do Rio Negro, Deusimar Pereira de Amorim (Republicanos), e do vice, Henilton Roque Tavares Pinheiro, o Roquinho (Republicanos). Além disso, o órgão solicitou a declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos, a partir do pleito de 2024.
A ação foi proposta pela coligação “Aparecida Não Pode Parar”, do candidato derrotado e ex-prefeito Suzano Lino Marques (UNIÃO). Segundo o promotor João Edson de Souza, responsável pelo parecer divulgado nesta quarta-feira (6/8), Deusimar e Roquinho cometeram abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.
Entre as irregularidades apontadas, estão a promoção eleitoral durante a “1ª Edição do Rodeio Show de Paris”, a realização de propaganda irregular na véspera da eleição com a participação do governador Wanderlei Barbosa, e o uso indevido de servidor público estadual em funções estratégicas da campanha.
O Ministério Público destaca que o Rodeio Show, custeado com mais de R$ 800 mil provenientes de emenda parlamentar do deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos), foi usado para promover os candidatos. O evento contou com shows de artistas nacionais e teve a identidade visual da pré-campanha associada de forma estratégica ao evento.
Além disso, o MPE considera grave o ato político ocorrido em 5 de outubro de 2024, véspera da votação, quando o governador Wanderlei Barbosa teria feito pedido explícito de votos, em ato proibido pela legislação eleitoral. Também foi apontada a atuação de Mário Vinicius Virginio Veloso, diretor de Saneamento Básico da Prefeitura de Palmas, como coordenador de campanha durante o expediente.
A disputa eleitoral em Aparecida do Rio Negro foi decidida por uma margem estreita de 48 votos, o que reforça, segundo o MPE, a relevância das irregularidades investigadas no possível impacto sobre o resultado.
O processo ainda tramita na Justiça Eleitoral, que deverá julgar o pedido de cassação, perda dos mandatos e inelegibilidade.
Defesa dos acusados
A defesa de Deusimar e Roquinho negou as acusações e pediu a improcedência da ação. Argumentou que o evento Rodeio Show foi uma atividade pública de lazer, sem promoção eleitoral por parte dos investigados. Sobre a propaganda na véspera da eleição, classificou o ato como “visita de cortesia” do governador, sem comício ou propaganda irregular. Quanto ao servidor público, alegou que sua participação ocorreu fora do expediente, durante férias e em horários não oficiais.
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