A obstrução promovida pela oposição bolsonarista no Congresso Nacional ameaça diretamente a isenção do Imposto de Renda para cerca de 10 milhões de brasileiros que recebem até R$ 3 mil por mês. A medida provisória que garante o benefício perde a validade na próxima segunda-feira (11). Caso não seja votada até essa data, os contribuintes afetados voltarão a ser tributados já na terça-feira seguinte (12).
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) criticou duramente a postura da oposição. “Isso não é obstrução parlamentar legítima. É prejudicar diretamente milhões de brasileiros por interesses mesquinhos e particulares”, afirmou. Segundo ele, há uma tentativa clara de inviabilizar o funcionamento do Legislativo e de desestabilizar medidas que impactam positivamente a população.
Randolfe também acusou a oposição de agir em nome de “interesses estrangeiros” e em defesa de líderes envolvidos na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. “Eles não querem votar a medida provisória do governo do presidente Lula, que isenta você de impostos”, reforçou o parlamentar.
A escalada de tensão se intensificou nesta terça-feira (5), quando deputados e senadores bolsonaristas ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado, travando votações, sabatinas e comissões. A mobilização, que os próprios oposicionistas chamam de “Pacote da Paz”, inclui reivindicações como a anistia de condenados pelos atos antidemocráticos e mudanças no foro privilegiado.
Apesar do nome conciliador, o movimento tem gerado forte desgaste político, especialmente por colocar em risco medidas que beneficiam amplamente a população. A isenção do Imposto de Renda para a faixa de até R$ 3 mil mensais foi uma das principais promessas da gestão Lula para 2024 e sua possível revogação pode trazer impactos fiscais e eleitorais negativos.
Caso a medida não seja votada a tempo, os contribuintes enquadrados voltarão a pagar imposto a partir do dia 12 de agosto, o que pode gerar um aumento imediato na carga tributária dessas famílias.
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