O prefeito em exercício de Palmas, Pastor Carlos Velozo (Agir), promoveu mais uma rodada de mudanças no alto escalão da administração municipal. As exonerações e nomeações, publicadas no Diário Oficial da última terça-feira (15), elevam para oito o número de secretarias reconfiguradas desde que Velozo assumiu interinamente a prefeitura, após o afastamento e prisão de Eduardo Siqueira Campos (Podemos), no contexto da Operação Sisamnes.
Entre os exonerados, está Sérgio Vieira Marques, conhecido como Soró, que ocupava a Secretaria de Governo e é tio da primeira-dama titular, Polyanna Siqueira Campos — que permanece à frente da pasta de Assistência Social. Também deixaram os cargos André Fagundes Cheguhem (Planejamento, Orçamento e Licitações) e Paulo Cezar Monteiro da Silva (Infraestrutura).
Indicação familiar chama atenção
Uma das nomeações que mais repercutiram foi a do irmão do prefeito, Fábio Batista Velozo, que assume a Secretaria de Planejamento. O nome já circulava nos bastidores desde o início da gestão interina, reforçando o tom de pessoalidade nas novas indicações.
A Secretaria de Infraestrutura passa a ser comandada por Jandir Cardoso Vasconcelos, antes titular da Habitação. Em seu lugar, assume interinamente Patrícia Macena Lino, que atuava como secretária-executiva. Até o momento, o novo titular da Secretaria de Governo ainda não foi definido.
Mudanças são “estratégicas”, diz gestão
Em nota oficial, a Prefeitura de Palmas classificou as alterações como parte de uma “reestruturação administrativa” voltada à eficiência na gestão pública. Segundo o comunicado, as mudanças visam fortalecer o alinhamento entre as secretarias e ampliar a capacidade de atendimento às demandas da população.
“Trata-se de uma decisão preventiva e estratégica, fundamentada em critérios de governabilidade e visão integrada para os desafios futuros”, afirma o texto.
Rompimento com grupo de Eduardo Siqueira
Desde que assumiu, Carlos Velozo tem promovido uma limpa no núcleo político ligado a Eduardo Siqueira. Nomes estratégicos, como o ex-chefe de Gabinete Carlos Júnior e o ex-procurador-geral Renato Oliveira, foram substituídos por aliados do Agir — partido que vem ganhando protagonismo na atual gestão.
Nos bastidores, as nomeações são vistas como um sinal claro de reconfiguração política. Fontes próximas à gestão apontam que o grupo Monte Sião, com atuação no setor agropecuário e forte influência dentro do Agir, tem ampliado sua presença na prefeitura. O pastor Amarildo Martins, liderança evangélica e aliado de Velozo, é citado como um dos articuladores do novo arranjo administrativo.
Cenário político em transformação
As movimentações provocaram desconforto entre integrantes da antiga gestão. O ex-secretário Carlos Júnior, por exemplo, classificou como “estranha” a guinada repentina na condução da prefeitura, sinalizando um possível rompimento definitivo com Eduardo Siqueira.
Enquanto isso, Eduardo Siqueira segue em prisão domiciliar após cirurgia cardíaca. Impedido judicialmente de exercer funções públicas, assiste de longe à desmontagem de seu grupo político dentro da administração municipal.
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