O pastor-empresário Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (20). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura tentativas de obstrução do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado pela tentativa de golpe de Estado em 2022.
Agentes da Polícia Federal abordaram Malafaia no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, logo após seu desembarque de uma viagem a Portugal, onde participou de eventos no templo da Advec em Lisboa.
Segundo informações obtidas pela investigação, mensagens extraídas de celulares de Bolsonaro – apreendidos em agosto – indicariam a ligação de Malafaia com ações para dificultar o andamento do processo contra o ex-presidente.
Além da busca pessoal, Moraes determinou que o pastor não deixe o país e não mantenha contato com outros investigados. Os passaportes de Malafaia também foram recolhidos por ordem do ministro.
Financiamento de manifestações
Malafaia é apontado como um dos principais financiadores e organizadores de manifestações em apoio a Bolsonaro nos últimos anos. Em fevereiro de 2023, ele custeou o ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu cerca de 185 mil pessoas no auge, segundo levantamento da USP.
Na época, o pastor chegou a anunciar que a estrutura do evento seria bancada pela Associação Vitória em Cristo (Avec), braço beneficente de sua igreja. A repercussão negativa o fez recuar, e ele declarou que arcaria com os custos pessoalmente. Durante o ato, foi lançada a campanha pela anistia de Bolsonaro.
Após o protesto, Silas Malafaia desafiou publicamente autoridades a investigarem sua vida financeira. “Vem, pode vir PF, Receita Federal. Vocês sabem a renda que eu tenho. Eu não preciso tirar dinheiro de igreja para pagar nada”, afirmou nas redes sociais.
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