Notícias do Tocantins – Taquaruçu será novamente o centro das ações da Cultura Viva no Tocantins. No próximo dia 13 de dezembro, a Casa do Artesão – Ponto de Cultura sediará o Seminário Gênero nos Pontos – Gênero e Diversidade na Amazônia e no Cerrado: saberes, resistências e interseccionalidades, atividade integrada ao Eixo I: Gênero, Diversidade Cultural e Direitos Humanos, dentro da programação oficial da Teia Estadual de Pontos de Cultura 2025.
O encontro propõe um diálogo entre diferentes universos culturais — das tradições ancestrais aos movimentos urbanos — valorizando os corpos, territórios e modos de vida que formam a identidade da Amazônia e do Cerrado. A iniciativa é uma realização conjunta do Pontão Nacional Gênero em Redes – Regional Norte, com apoio de coletivos e pontos de cultura que atuam diretamente nas comunidades.
Reflexão sobre saberes e resistências
A programação, que ocupa toda a manhã de sábado, reunirá participantes em um espaço de trocas e experiências. A mesa central, com o tema “Gênero e Diversidade na Amazônia e no Cerrado: Saberes, Resistências e Interseccionalidades”, contará com:
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Paula Stuczynski, do GT Hip Hop Nacional/CNPdC e coordenadora do Pontão Nacional Cultura Viva Hip Hop
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Vivi de Esú, agente do Pontão Nacional Gêneros em Rede – Regional João Pessoa (PB)
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Babalorixá William de Oxóssi, do Ilê Odé
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Silvino Sirnãwē Xerente, liderança indígena do povo Xerente
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Noeme Ribeiro “Dotôra”, parteira, raizeira e curandeira do Quilombo Mumbuca
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Ênio Sales de Oliveira, diretor de Fomento e Proteção da Cultura Afro-brasileira do Tocantins
A mediação ficará por conta de Erval Benmuyal (GT Rede Tocantins/CNPdC) e Darlan Soares (GT Sustentabilidade/CNPdC).
Para Darlan Soares, o seminário reafirma a essência da Cultura Viva:
“O encontro evidencia a força de um trabalho construído a partir dos territórios. Reúne comunidades, lideranças e mestres para afirmar que gênero, justiça e diversidade são inseparáveis da defesa dos territórios e dos direitos humanos.”
Erval Benmuyal destaca a importância simbólica de Taquaruçu sediar o evento:
“A Casa do Artesão é um território de resistência cultural. Receber o seminário é reconhecer Taquaruçu como espaço de memória, saberes e encontros.”
Vivências, oficinas e manifestações culturais
Durante a manhã, o público poderá participar de diversas atividades formativas e expressivas, que dialogam com corpo, memória e território:
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Oficina Hip Hop Free Step, com Jeff Costa
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Vivência na Biblioteca Comunitária Cidade Perifa
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Lançamento da cartilha “Suça no Quilombo Chapada de Natividade”, da professora Mª Roberta T. Menezes
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Vivência de Capacitação em Acessibilidade Cultural
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Exposição fotográfica “Água é Vida – Guardiões das Águas”, de Fernando Amazônia
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Canto Xerente, com Silvino Sirnãwē Xerente
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Exposição de artesanato com Iracy Krukwane Xerente, artesã e parteira
Segundo Benmuyal, as atividades compõem “uma cartografia estética diversa, revelando a força espiritual, educativa e poética dos territórios culturais do Tocantins.”
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