O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA estarão “muito fortemente envolvidos” na indústria petrolífera da Venezuela. A declaração foi dada em entrevista à Fox News e divulgada pela CNN Brasil.
Segundo Trump, as maiores empresas de petróleo dos Estados Unidos deverão atuar diretamente no país sul-americano, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. A fala ocorre em meio à escalada de tensões entre os dois países e reforça o interesse estratégico de Washington no setor energético venezuelano.
Operação militar e captura de Maduro
A declaração foi feita após a confirmação de uma operação militar de grande escala conduzida pelos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a ação teria sido executada por forças especiais norte-americanas, com apoio de inteligência da CIA.
A operação atingiu Caracas e regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo dos Estados Unidos afirma que Maduro foi retirado do país para responder a processos judiciais em Nova York, onde é acusado de crimes como conspiração para narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Na Venezuela, autoridades classificaram a ação como uma violação da soberania nacional e decretaram estado de emergência, denunciando a intervenção como uma agressão estrangeira.
Petróleo venezuelano no centro da disputa
Ao tratar do futuro do setor energético, Trump afirmou que as empresas norte-americanas possuem capacidade técnica para atuar na Venezuela, sinalizando uma possível reorganização da estrutura petrolífera do país. A declaração aumenta a incerteza sobre o futuro da estatal PDVSA (Petróleos da Venezuela), que já enfrenta dificuldades financeiras, sanções internacionais e queda na produção.
Antes mesmo da operação militar, os Estados Unidos haviam imposto restrições à exportação de petróleo venezuelano. Em dezembro, as exportações do país caíram cerca de 50% em relação ao mês anterior, segundo dados de monitoramento citados pela imprensa internacional. Em novembro, a Venezuela exportava aproximadamente 950 mil barris por dia; no mês seguinte, o volume foi reduzido quase pela metade.
Apesar da ofensiva militar, fontes ligadas à PDVSA informaram que as atividades de produção e refino não sofreram danos diretos. A avaliação é de que a ação não teve como alvo a destruição da infraestrutura petrolífera, mas o controle político do país e de seus ativos estratégicos.
As maiores reservas do mundo
De acordo com a Oil & Gas Journal, a Venezuela concentra cerca de 17% das reservas comprovadas de petróleo do planeta, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris — volume superior ao da Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos. No entanto, o país responde atualmente por cerca de 1% da produção mundial.
Especialistas apontam que fatores como sanções econômicas, falta de investimentos, má gestão e dificuldades técnicas na extração do petróleo extra-pesado da Faixa do Orinoco contribuíram para o colapso da produção venezuelana ao longo das últimas décadas.
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