Notícias do Tocantins – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para referendar o retorno de Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao cargo de governador do Tocantins. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e segue aberto até as 23h59 de quinta-feira, 11.
Até a noite desta quarta-feira, haviam votado pelo retorno do governador o relator, ministro Nunes Marques, e os ministros André Mendonça e Luiz Fux. Ainda restam os votos dos ministros Dias Toffoli e do presidente da Turma, Gilmar Mendes.
Wanderlei Barbosa reassumiu o governo na sexta-feira, 5, após decisão liminar concedida por Nunes Marques. Como se tratava de medida monocrática, o ato precisava ser confirmado pelos demais ministros.
O governador passou três meses afastado por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação Fames-19, que investiga possíveis desvios de recursos públicos durante a pandemia de Covid-19. No dia em que reassumiu, a defesa informou que Barbosa recebeu a decisão com “serenidade”. O processo tramita em segredo de justiça.
Liminar com efeito imediato
A liminar que determinou o retorno ao cargo suspendeu a medida cautelar imposta pelo STJ, que previa 180 dias de afastamento. O ministro Nunes Marques entendeu que o afastamento poderia prejudicar a continuidade administrativa às vésperas de um ano eleitoral.
No texto da decisão, o ministro afirma que o afastamento de um chefe do Executivo exige fundamentação sólida e necessidade comprovada. Ele também observou que os indícios apresentados pela investigação não seriam “contemporâneos à medida cautelar de afastamento”.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o afastamento durante a fase processual.
Após retornar ao Palácio Araguaia, Barbosa exonerou todo o primeiro escalão, nomeado pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD), que comandou o Estado durante o período de afastamento. Em seguida, reconduziu aliados a postos estratégicos.
Afastamento em setembro
O afastamento de Wanderlei Barbosa e da primeira-dama ocorreu em 3 de setembro de 2025, por decisão do ministro Mauro Campbell, posteriormente referendada pela Corte Especial do STJ. Ambos são investigados por supostos desvios de recursos da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) entre 2020 e 2021, durante a emergência sanitária da Covid-19.
Na época, Barbosa comandava a pasta responsável pela gestão dos recursos destinados a ações sociais emergenciais. Segundo a Polícia Federal, o então gestor teria mantido um esquema de desvio por meio de contratações irregulares. A liminar do STF não menciona a situação processual da primeira-dama.
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