Política tocantinense – A ex-senadora Kátia Abreu oficializou neste sábado (4) sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins. O anúncio foi feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais da sigla, que classificou a chegada como um “reforço de peso” para fortalecer a atuação do governo federal no estado.
A recepção foi conduzida pelo presidente estadual do partido, Nile William, e pela dirigente municipal em Palmas, Rosimar Mendes. Durante o anúncio, William destacou a trajetória política da ex-senadora e sua relação com lideranças petistas.
“Kátia esteve ao lado da presidenta Dilma nos momentos mais difíceis da história recente do país e nunca deixou de defender o povo tocantinense”, afirmou.
Em sua fala, Kátia Abreu ressaltou que a decisão de ingressar no partido contou com incentivo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Estaremos juntos na luta pela democracia, pela reeleição do presidente Lula e por mais igualdade e justiça social para a população”, declarou.
Segundo o PT, a filiação representa um novo momento de diálogo político no Tocantins e fortalece a base aliada do governo federal, ampliando a articulação no estado.
Trajetória política e mudança de posicionamento
Natural de Goiânia, Kátia Abreu é psicóloga e empresária. Iniciou sua carreira política como deputada federal pelo Tocantins em 2003, permanecendo no cargo até 2007.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-parlamentar exerceu dois mandatos consecutivos no Senado Federal, onde atuou por 16 anos, entre 2007 e 2023. Durante esse período, também ocupou o cargo de ministra da Agricultura entre 2015 e 2016, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Ao longo da carreira, Kátia Abreu passou por diferentes legendas e posicionamentos ideológicos. De crítica ao PT em momentos anteriores — como quando relatou a proposta que resultou no fim da CPMF —, aproximou-se da sigla ao integrar o governo Dilma e, posteriormente, ao apoiar o presidente Lula.
Em 2016, destacou-se como uma das principais defensoras de Dilma Rousseff durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff no Congresso Nacional.
Já em 2018, foi candidata à vice-presidência na chapa de Ciro Gomes, e em 2022 atuou como aliada da candidatura de Lula no Tocantins e em nível nacional.
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