Notícias do Tocantins – A relação entre o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), e o vice-prefeito Carlos Velozo (Agir), que já estava estremecida desde o afastamento temporário de Eduardo em junho, ganhou novos contornos nesta semana. Após reassumir o cargo, o prefeito desfez as mudanças feitas pelo vice e reduziu sua participação administrativa à estrutura básica da vice-prefeitura. Agora, o distanciamento avança para o campo político.
Na quarta-feira (20), Velozo compartilhou em suas redes sociais um vídeo da vereadora Débora Guedes (Podemos), que deixou a Secretaria da Educação após perder espaço na gestão e atualmente tem atuado como voz crítica à administração municipal.
Na sessão da Câmara de terça-feira (19), a vereadora questionou a Medida Provisória nº 7/2025, que centralizou as compras da merenda escolar e resultou em um contrato emergencial de R$ 33,6 milhões com empresas de fora do Tocantins.
Segundo Débora, os valores contratados representam uma disparidade em relação ao orçamento anual previsto para a área. “O gasto anual estimado era de R$ 19 milhões. Com o contrato emergencial, esse custo pode chegar a R$ 70 milhões. Estamos falando de dinheiro público que poderia fortalecer a economia local, mas que está indo para empresas de fora”, afirmou na tribuna.
Ao dar visibilidade ao discurso da parlamentar, Carlos Velozo reforça seu afastamento político de Eduardo Siqueira Campos e sinaliza aproximação com setores que hoje fazem oposição aberta à gestão. O gesto indica que a ruptura entre prefeito e vice já ultrapassa o campo pessoal e começa a se consolidar como embate político.

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