A Polícia Civil do Tocantins concluiu, nesta quarta-feira (23), o inquérito relacionado à Operação Espada de Themis, que teve como foco um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais se passando por advogados. A investigação resultou no indiciamento de 47 pessoas por crimes como estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, uso de falsa identidade e organização criminosa.
A operação foi deflagrada no dia 10 de julho, com ações coordenadas em cidades dos estados do Ceará e Alagoas. A ofensiva teve como objetivo o cumprimento de dez mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão. Após o cumprimento das ordens judiciais, a autoridade policial solicitou e obteve da 4ª Vara Criminal de Palmas a conversão das prisões temporárias em preventivas.
As investigações começaram no início de 2024, a partir de denúncias de 20 vítimas, todas residentes em Palmas e clientes de escritórios de advocacia. Os golpistas utilizavam perfis falsos na internet para se passarem por advogados, convencendo as vítimas a realizar pagamentos ou transferências bancárias. Seis das vítimas são pessoas idosas, o que agravou a gravidade dos crimes. O prejuízo total ultrapassa R$ 150 mil.
Segundo o delegado Lucas Brito Santana, titular da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), o inquérito envolveu a análise de grande volume de informações. “Conseguimos identificar uma estrutura criminosa voltada para fraudes digitais. O desfecho reforça a atuação das instituições de investigação e justiça frente a esse tipo de crime”, afirmou.
Até o momento, sete pessoas foram presas no decorrer da operação. Outras três continuam foragidas. A documentação final da investigação foi encaminhada ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Tocantins, que deve avaliar os próximos passos do processo.
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