Notícias do Tocantins – A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta terça-feira (5), a Operação Laços Quebrados para cumprir mandados judiciais em uma investigação que apura um esquema de fraudes milionárias envolvendo uma sociedade familiar do setor agropecuário, em Divinópolis do Tocantins.
A ação ocorreu de forma simultânea em imóveis urbanos e propriedades rurais ligadas aos investigados, com o objetivo de preservar provas e avançar na apuração dos fatos. Participaram equipes de delegacias da região e agentes do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote).
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, veículos e outros bens considerados relevantes para a investigação. Também foram realizadas diligências em fazendas vinculadas ao grupo.
Segundo a Polícia Civil, o caso envolve uma sociedade formada por irmãos que adquiriram propriedades rurais no município. Ao longo do tempo, um dos integrantes é suspeito de ter firmado contratos com instituições financeiras utilizando os bens da sociedade como garantia, sem o conhecimento dos demais sócios.
A investigação aponta que os empréstimos realizados ultrapassam R$ 21 milhões. Parte dos recursos, inicialmente destinados à atividade agropecuária, teria sido desviada. Há indícios de que familiares do suspeito atuaram como intermediários no esquema, além da participação de uma profissional da área contábil.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Monteiro Baeza, a operação busca reunir elementos que permitam esclarecer a dinâmica do suposto esquema e rastrear o destino dos valores movimentados. A apuração também tenta interromper possíveis práticas ainda em andamento.
As investigações indicam ainda o uso de documentos e certificados digitais para viabilizar contratos considerados irregulares. Com autorização judicial, foram determinadas medidas como quebra de sigilo bancário e telemático, além do bloqueio de bens e valores até o limite estimado do prejuízo.
Outra medida adotada foi a apreensão de safras já colhidas e das que ainda estão em produção nas propriedades vinculadas ao caso. Empresas do setor cerealista foram notificadas a não repassar valores aos investigados, devendo direcionar os recursos para conta judicial.
O material apreendido será analisado para subsidiar a continuidade das investigações, que seguem sob sigilo.

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