Notícias do Tocantins – A 6ª Conferência Estadual das Cidades teve início nesta sexta-feira (22), em Palmas, reunindo representantes do poder público, sociedade civil organizada e movimentos sociais. O encontro, aberto no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, segue até domingo (24) no Instituto Federal do Tocantins (IFTO) – Câmpus Palmas.
Com o tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, o evento é convocado pelo Ministério das Cidades e busca discutir soluções para os principais desafios urbanos do país.
Segundo o secretário de Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), Ubiratan Carvalho, a conferência representa um marco para o Tocantins.
“Há 13 anos o Estado não realizava uma conferência estadual. Agora temos a oportunidade de discutir temas fundamentais como saneamento, infraestrutura, mobilidade urbana e políticas públicas que impactam diretamente a vida da população”, afirmou.
Temas em debate
Durante os três dias de programação, os participantes discutem sete eixos estratégicos:
-
Habitação e Regularização Fundiária
-
Saneamento Básico
-
Mobilidade Urbana
-
Política e Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano
-
Consórcios e Financiamento
-
Controle Social e Gestão
-
Grandes Temas Transversais (meio ambiente, gênero, tecnologia e questões intersetoriais)
O superintendente de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Bruno Mendes Queiroz, destacou a importância da participação municipal.
“Estamos reunindo os 93 municípios do Tocantins para consolidar as propostas elaboradas nas conferências locais. No sábado [23], os debates definirão as proposições que serão levadas para a etapa nacional, em outubro”, explicou.
Representatividade municipal e da sociedade civil
Delegados eleitos em conferências municipais e representantes de instituições garantem a pluralidade do evento.
De Tupirama, o delegado da sociedade civil José Martins de França destacou a prioridade da segurança pública.
“Nossa principal preocupação é a segurança. Queremos levar propostas como iluminação pública ampliada e monitoramento 24 horas, que já têm mostrado resultados em cidades vizinhas”, disse.
A professora Germana Pires Coriolano, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Observatório das Metrópoles da UFRJ, reforçou o papel da conferência na construção de políticas inclusivas.
“Este é um marco para a retomada das políticas urbanas participativas. O encontro fortalece o direito à cidade e o acesso universal ao saneamento, à moradia e à infraestrutura”, avaliou.
A etapa estadual consolida as propostas levantadas nos municípios tocantinenses e prepara o Estado para a Conferência Nacional das Cidades, prevista para outubro de 2025.
Acompanhe mais notícias do Tocantins no PMW Notícias
